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Pr. Luiz Gustavo - Somos todos ramos

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Luiz Gustavo Souza da Silveira é Pastor no Projeto Videira em Nilópolis há 10 anos, formado em Teologia (FAERPI) e Direito (Estácio de Sá), professor do seminário Batista (STBNC) nas cadeiras de Hermenêutica e Homilética, Pós graduando em Docência no Ensino Superior (SENAC).

 

A vara de Arão, porém, brotou, produziu flores e deu amêndoas! Uma vara viva não faria tudo isso numa noite só, muito menos uma morta! Deus claramente afirmou a sua escolha, para acabar com a rebeldia e as murmurações do povo de Israel (Números 17:5,10).

Para Frutificar Precisamos Estar Ligados a Deus. “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.” (João 15:4 RA)

Conforme o texto acima é impossível frutificar se a vara não estiver ligada à arvore. Espiritualmente também é assim. Deus quis mostrar ao povo dos dias de Moisés que a vara de Arão só pôde florescer porque ela estava ligada à vontade e ao plano soberano do Senhor. Como uma vara podia florescer e dar frutos sem estar plantada na terra? O milagre veio a confirmar que a escolha do ministério sacerdotal não foi meramente humana e sim divina.  Para frutificar em qualquer área da vida precisamos estar ligados aos planos e aos propósitos divinos. Não podemos ter a expectativa de prosperar, biblicamente falando, se não estivermos dentro dos princípios que Ele estabeleceu para nós.

A cada dia fica evidenciado que o Evangelho não deixou sua essência, o Amor do Pai reflete diretamente na oportunidade de um novo amanhecer, trazendo sempre Sua Graça (que não tem compromisso com a lógica humana) e testificando que através Dele somos de fato Ramos. Existem aqueles que ainda não entenderam a relevância disso: “Sem mim, nada podeis fazer”. Insistem em viver de “aparência”, como a figueira amaldiçoada por Jesus, que de longe, chamou Sua atenção por possuir uma bela copa, sua folhagem esverdeada e talvez até suas flores belíssimas. Entretanto, O Mestre ao chegar perto, percebeu que era só “aparência” e que não havia ali fruto algum.  A pergunta que não cala: Onde estão os frutos? Existe vida em Cristo sem frutificar? Há possibilidades de um ministério infrutífero?

Por outro lado, existem também os que “frutificam” de alguma forma, contudo, não percebem a natureza do processo, que antes de frutificar, toda árvore passa. Existe um ciclo necessário que envolve o “frutificar em Deus” assim como o solo, adubo, plantio, regar e a poda, tudo isso antes dar fruto. Caso algo pule essas etapas, estaríamos diante de uma anomalia, algo fora do padrão estabelecido por Deus.

Assim é o Reino de Deus. Não é a autoproclamação ou outras coisas aparentes, vindas do homem, que vão determinar quem pode estar diante do Senhor para servi-Lo. Nós todos somos como varas secas e sem vida, mas quando o Senhor nos escolhe, segundo a sua misericórdia, florescemos e ganhamos vida espiritual, nascemos de novo e o Espírito Santo gera em nós o fruto do Espírito. Desta forma podemos permanecer diante do Senhor, não com palavras simplesmente, mas com a evidência das flores (dons), dos renovos (vida nova cada dia) e dos frutos (santificação, obediência).


FLORESCER E FRUTIFICAR, ESSE É O OBJETIVO!